Dores e delícias no ninho

A tecnologia e a internet permitiram o trabalho remoto em muitas profissões. Mas trazer o trabalho para dentro de casa exige estabelecer limites bem claros entre o profissionais e o pessoal. Diga-se de passagem, esses limites são de espaço e de tempo, principalmente. 

Na prática, o trabalho em casa é feito de atitudes. Você vai trabalhar de chinelos ou se arruma como se fosse para a empresa? Costuma assaltar a geladeira ou aproveita para seguir uma dieta mais saudável? Consegue dar conta de tudo ou continua correndo atrás do tempo que fugiu, sei lá como e pra onde!! Curte trabalhar sozinha ou acha motivo para reencontrar os amigos e os ex-colegas? Faz muitas pausas para atender as vontades das crianças e trabalha mesmo à noite?

Como você equilibra essa vida? Conte para as equilibristas, dê conselhos, divida as agruras… Esse é o lugar!

E se você já tentou trabalhar em casa e não conseguiu, conte pra gente também! 

 

 

  

 

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2 comentários sobre “Dores e delícias no ninho

  1. Maria Luisa disse:

    Sou sócia de meu marido, na empresa Art Paper e adoro o que faço.
    Felizmente tenho uma flexibilidade de horários de dar inveja a muitas mães e pais.
    Além de não ver necessidade de trabalhar em casa (culpa zero) , na fase de maternagem em que me encontro agora – TREMENDAMENTE APAIXONADA pelo meu único filho de quase 3 anos e suas descobertas, esta tarefa seria praticamente impossível: minha personalidade não permite!!!
    É pura covardia, a prioridade seria o Pedro. É o que tem acontecido, com muito prazer e às vezes claro, uma irritaçãozinha básica quando ele entra no “momento nhe-nhe-nhe” que preciso quebrar de uma maneira bem criativa, senão a coisa vai longe, o bichinho é tinhoso!!!
    Às 20:30 hs, rigorosamente ele vai dormir e tenho tempo pro maridão, pras amigas, pra mim e até para curtir um ballezinho no Teatro Alpha.

    Um beijo,

  2. Vivian disse:

    Amei as dicas do site sobre o assunto, todas são muito valiosas.
    A lista de benefícios para quem trabalha em casa é enorme. Tem-se beneficios profissionais, pessoais e familiares. Vou listar alguns segundo minha experiência:

    Um exemplo do primeiro é poder programar o horário do trabalho de acordo com o horário pessoal de maior produtividade. Por exemplo, deixo para fazer atividades de baixa concentração antes das 10 horas e logo após o almoço, como ler e-mails ou resolver outros assuntos. Isso se chama otimização.

    Benefícios pessoais e familiares são extraordinários, ganha-se tempo para poder investir em si, fazendo uma atividade física,por exemplo, economiza-se dinheiro com vestuário e refeição. E, poder acompanhar o crescimento de um filho de perto não tem preço. Sem contar que a criança e a mãe ficam mais tranqüilas podendo estar mais perto uma do outra.

    Todo benefício pessoal se reverte para o profissional, pois quem é mãe se sente muito feliz por estar perto dos filhos e produz mais.

    Como, porém, a vida não é um mar de rosas, tem o lado difícil desse estilo de vida. Toda essa flexibilidade deve ser cercada de muita disciplina, sob pena de virar um desastre. Sem contar que, por não precisar sair para trabalhar, às vezes fico isolada, sem a troca de experiências que o trabalho “fora” proporciona.

    No meu caso, empregada e babá quase não param em casa, conviver gera atrito e, essa proximidade é muito complicada. Elas interrompem, mesmo que chame atenção delas, elas pensam que estou á toa em casa.

    Difícil também, é a questão de descompasso com meu marido, ele passa o dia fora e não vê a hora de chegar em casa. Eu, passo o dia dentro, não vejo a hora de sair.

    Outra dificuldade é que a mulher fica um pouco desleixada. Tem dias, que emendo o trabalho familiar com o profissional e passo o dia de pijama. Que horror!

    Mas o pior é o isolamento que provoca. Às vezes sinto que estou em cárcere privado. Só trabalho, não tem o cafezinho com os colegas, as risadas, as empatias, até os problemas que ajudam a entender melhor os outros, a lidar melhor com as pessoas.

    No fim das contas, apesar de estar em uma fase muito cansativa com as crianças que são muito pequeninas, acho que vale a pena trabalhar no ninho. O saldo é positivo. Mas tem-se que tomar algumas atitudes para garantir a individualidade, como manter contato com amigos, freqüentar algum curso, mesmo que seja de cerâmica. É importante sair da toca de vez em quando.

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