Archive for setembro \20\UTC 2008

BABY BOOM nos Estados Unidos faz surgir novos profissionais especializados

setembro 20, 2008

Americanas ocupadas que moram em Nova York ou em São Francisco já têm um novo tipo de profissional à disposição – o baby planner, ou planejador pessoal de gravidez.

Depois de se acostumarem com os personal trainers, personal stylists e wedding planners (para exercícios personalizados, consultoria de moda e planejar o casamento), elas agora já podem entregar boa parte das tarefas que surgem com a gravidez a empresas como The Baby Planner, em São Francisco. “Diante do volume de informações existentes e do pouco tempo desses pais trabalhadores, a chegada de um bebê pode ser estressante”, conta a fundadora, Mary Oscategui, que percebeu o tempo e o dinheiro gastos para a chegada do bebê depois de ter seu primeiro filho. “Nossa missão é entregar aos clientes a informação mais relevante e atualizada.” Adepta de um estilo de vida holístico, que apóia o verde e a sustentabilidade, Mary também é instrutora de ioga e pilates, personal trainer e consultora de nutrição. Por isso planeja desde a alimentação e os exercícios da mãe até o tipo de produto que deve ser usado na roupa de cama do bebê.

O mesmo tipo de consultoria as sócias da InBloom Baby Planners, a relações públicas Yael Denbo e a ex-executiva de moda Alden Rosen, oferecem em Nova York, principalmente para executivas e mulheres muito ocupadas. Elas cobram a partir de US$ 100 a hora para orientar as gestantes em tarefas como: escolher o nome do bebê, indicar manicure que só use produtos orgânicos, planejar o chá de bebê, contratar uma babá (elas fazem uma pré-seleção entre 20 candidatas!). Acompanhar em consultas médicas, organizar o enxoval e escolher os livros mais relevantes na livraria Barnes & Noble, contratar um fotógrafo para clicar um ensaio da gravidez ou agendar uma aula de estilo e maquiagem para gestantes são outras atribuições da dupla. Receber a assessoria completa já está virando tendência entre as americanas endinheiradas… Será que a “baby planner” é mais uma profissão que veio para ficar?   

Realidade em “Linha de Passe”: a mãe não dá conta

setembro 15, 2008

Fui ao cinema assistir “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas. As imagens penetram o lado cruel da cidade de São Paulo e, principalmente, a realidade dura de quem habita a periferia. 

É impossível não se solidarizar com a mãe de quatro filhos homens, grávida de mais um filho ou filha. A personagem principal (representada pela atriz Ana Carolina Dias, que mereceu a palma de ouro em Cannes) luta com dificuldade para criar os filhos, sem, no entanto, dar conta. Precisar sair cedo para trabalhar significa deixar cada um deles (em idades diferentes, da infância à idade adulta) à própria sorte. Ela também não consegue se sair bem como “pai e mãe”, embora tente bastante. Cada um dos filhos arruma uma figura postiça de pai, sinal de que as famílias ficam capengas MESMO sem esta figura. 

Me senti entristecida diante do arranjo incômodo de cada um por si, como uma lei da selva urbana. Quantas oportunidades estas pessoas deixam de ter e quantas alegrias lhe são negadas? Esse é apenas um modo de ver o quadro. As imagens na tela também permitem entrever que o destino de cada um depende apenas de suas escolhas ou ações. Em todos os casos, vale muito a pena assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões! Maggi  

EU ERA UMA ÓTIMA MÃE

setembro 4, 2008

até ter filhos.” Esse é o título do livro escrito pelas americanas Trisha Ashworth e Amy Nobile, (publicado no Brasil pela Editora Sextante). Elas traduzem com precisão muitas angústias vividas pelas mães, baseadas em entrevistas realizadas com 100 mulheres.  Mesmo falando de mães americanas, o conteúdo se encaixa perfeitamente na realidade das brasileiras. Munidas de boa dose de bom humor, as autoras levantam uma série de questões que assolam as mães modernas, em grande parte sentindo um grande débito no que tange a maternidade. Vale a leitura!