Archive for outubro \30\UTC 2008

Turista ou viajante?

outubro 30, 2008

Repare bem na foto deste post. Foi tirada durante uma longa caminhada pelas montanhas ao redor do Gorges du Verdon, um dos maiores cânions da Europa. Na nossa viagem ao sul da França, sonho acalentado (e poupado, em $$ mesmo) por anos, tentamos nos distanciar mais do perfil turista e nos aproximar do de viajante. Explico: turista é quem visita com pressa, tira fotos mas não degusta, não permanece… Viajante é quem privilegia a experiência, vive, curte a cultura local. Claro que  nossas férias alternaram os dois, pois o bolso ainda não nos permite ser só viajantes. Mas tenho uma colega que programa viagens mais rápidas, por cinco dias, de bicicleta… quer melhor maneira de aliar exercício, descanso, boa comida e um turismo empenhado em mostrar o modo de vida do lugar?

Nessa linha de saborear, a mesma que originou o slow food (com início na Itália), está surgindo o slow travel, ou turismo sem pressa. É uma altenativa ao turismo de massa, afobado, que não satisfaz. Claro que também é uma resposta ao corre-corre diário. Para que eu vou correr de museu em museu ou de cidade em cidade durante as férias se meu ritmo já é estressante normalmente?

A revista Época desta semana traz interessante reportagem sobre o assunto e me chamou a atenção porque parece ser o tipo de experiência de tempo valorizado ao extremo. “A melhor maneira de conhecer um país é a pé. Quanto mais devagar você viaja, mas tempo terá para degustar a jornada”, afirmou Christopher Whinney, fundador de uma operadora de turismo inglesa especializada em roteiros pela Toscana. “Essa maneira de descobrir o mundo permite uma vivência inesquecível”, acrescentou o inglês. Com certeza guardo forte na lembrança este dia em que largamos o carro de lado para respirar o ar puro da montanha e apreciar a natureza nesta trilha entre dois vilarejos na Provence. Abrimos essa brecha necessária na agenda da viagem e nem que seja preciso esperar uns meses a mais e salvar alguns dólares… recomendo o slow turism a todos! Au revoir!

Maggi Krause

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De Mamíferas para Equilibristas

outubro 13, 2008

 

 

 

Elas se conheceram em uma lista virtual de discussão sobre parto humanizado e se consideram mães “alternativas”. As mamíferas Aurea, Renata, Kalu e Deborah (veja o blog:  www.mamiferas.blogspot.com) defendem, incentivam e praticam a humanização no parto e na criação dos filhos, a amamentação exclusiva até 6 meses e prolongada até mais de 2 anos de idade, a comunicação não violenta, o colo, cama compartilhada, entre outras preferências que em geral são caracterizadas por aí como “radicais”.

“Num mundo dominado por chupetas, mamadeiras e cesareanas, sentíamos falta de informações e publicações voltadas para esse estilo de maternagem. Parecia que as publicações que encontrávamos por aí não estimulavam a reflexão, o questionamento, somente passavam adiante modelos com os quais nós definitivamente não nos identificávamos. Nós somos definitivamente mães que pensam, questionam e não só aceitam os modelos impostos. Por isso, resolvemos produzir informações para mães como nós”, conta Aurea, que iniciou o blog em abril de 2008. Os temas são sempre sobre as experiências da maternidade, desde a gravidez, passando pelo parto, pela criação dos filhos, e também do  lado mulher e das inúmeras mudanças que a maternidade proporciona.  

Mensagem das mamíferas sobre sua vida de equilibrista:

“Me considero, sim, uma equilibrista, dividindo meu tempo entre o lado de mãe, de mulher, de profissional, de amiga, de pessoa, ufa! Como é difícil cuidar pra que nenhum pratinho desses se desequilibre! E quando acontece, a gente ainda tem que lidar com uma culpa daquelas!”  mamífera Kathy  (ou Aurea), jornalista e mãe de Samuel (2 anos)

“Durante a gestação consegui trazer meu trabalho para dentro de casa, o que possibilitou amamentar exclusivamente até 6 meses e continuar em livre demanda até hoje. Sempre digo que em meu parto nasceu uma fêmea, um bicho-mãe, cheio de intuição e possibilidade de mudar a equação da falta de tempo. Afinal, o que são este anos iniciais de importância para a vida de um ser humano? É claro que a maioria das mulheres trabalha porque não há outra opção. Mas acredito que uma criança é muito mais feliz quando tem sua mãe por mais tempo perto, do que condições físicas (casa, carro, escola, roupas) para se desenvolver.” mamífera Kalu, jornalista e mãe de Miguel (1 ano)

 

 

 

 

Pesou demais…

outubro 10, 2008

 …Cansei dessa rotina dividida e corrida! Quantas vezes vocês já não se pegou neste desabafo? E quantas outras considerou largar a vida de equilibrista, ou seja o lado do trabalho (sim, porque os filhos são permanentes, não é mesmo?)?

Se você não ficou só na divagação e teve coragem de deixar a empresa ou abandonar a carreira, conte esta experiência para as equilibristas de plantão.

Por vezes, algum motivo de força maior a empurrou de volta para casa, um problema de saúde, uma dificuldade do filho. Conte como foi a recompensa de ter se dedicado mais à família.

Você pode ter abandonado o trabalho e se arrependido depois… Essa história a gente também quer saber!!

Participe, deixe um comentário curto, faça contato (sei que o tempo é escasso). Esse espaço é para a gente bater papo e dividir as nossas experiências!

Conto com você! Um forte abraço,

Maggi