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Mães blogueiras na mira

junho 14, 2010

Parece que papo de mãe virou coisa séria e mais do que isso, interessante! Por muito tempo, as conversas entre mães eram vistas como úteis apenas para as próprias. Fora isso, todos achavam uma perda de tempo ficar trocando ideias sobre fraldas, lugares para levar os filhos ou dificuldades para retomar a carreira após o nascimento do bebê.

Parece que agora somos valorizadas justamente pelo nosso papo de mãe! Quem diria, hein? Nos EUA, os publicitários perceberam que nesses espaços de trocas que ocorrem em dezenas de blogs escritos pelas mães há um território fértil para a divulgação de marcas. Eles acreditam que o ambiente é construído com base na troca de experiências e dicas e que há uma enorme credibilidade dessas mensagens trocadas. Mãe confia em mãe. O que eles querem é pegar uma “carona” na esteira dessa credibilidade já instalada nesses blogs e inserir marcas no meio dos papos. Assim, por exemplo, quando uma mãe relatar a festa de 1 ano da filha, ela pode dar detalhes da marca de pratinhos que comprou, da empresa que fez a animação e da loja onde comprou o vestido da criança. Claro, em troca, por exemplo, essa mãe pode ter a festa inteira patrocinada pela empresa “parceira”. São verdadeiros posts pagos, a autora rasgando elogios ao produto.

Acredito que isso é um enorme risco à credibilidade desses blogs. Eles perdendo sua vocação espontânea de troca e assumindo um caráter meramente comercial. Sem dúvida, toda a graça de um bom papo entre mães ficará comprometida em nome de vantagens ecônomicas. Espero que essa moda não pegue por aqui.

Mulheres sofrem mais com a crise

dezembro 3, 2008

Como se não bastasse nos estressarmos com tantas coisas…agora mais essa da crise! Segundo estudo da Associação Americana de Psicologia (APA), realizado junto a 29 mil pessoas, 84% das mulheres declaram-se preocupadas com o estado atual da economia versus 75% dos homens. Segundo a mesma fonte as explicações para isso devem-se ao fato das mulheres terem mais responsabilidades do que os homens, principalmente se são casadas e têm filhos (soa familiar??). Dados do Brasil mostram que a preocupação com os efeitos da crise atinge 63% das mulheres contra 49% dos homens como mostra uma pesquisa da McCann Erickson. O fato das mulheres serem as maiores gestoras do orçamento familiar muito provavelmente também contribui para essa insegurança maior.

A web de saias

novembro 19, 2008

As mulheres estão em todos os lugares e não seria diferente no ambiente web. Segundo dados divulgados pela revista Meio Digital (www.meiodigital.com.br), em sua edição de junho deste ano, o Ibope/Net Ratings aponta que hoje existem 10,3 milhões de mulheres navegando na web. E mostra ainda que nos últimos 2 anos enquanto a média da evolução da internet residencial foi de 75%, o crescimento feminino foi de 93% e o masculino de 61%. O Brasil, com esses números, está em quarto lugar do ranking mundial em número de mulheres conectadas, segundo a mesma fonte.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de mulheres conectadas é maior que o número de homens: 52% de mulheres contra 48% de homens. O mesmo acontece no Reino Unido e depois a Austrália com 49,2% de mulheres internautas.

O mais incrível disso tudo é que a mulher não vê a web como um espaço de consulta, relacionamentos ou serviços apenas. O grupo das mulheres começa a superar o dos homens na produção de conteúdos tais como postando blogs ou criando páginas na web. Aliás, nesse exato momento nós, nesse site estamos dando nossa contribuição para esse número seguir crescendo!

Como diz a revista, “é a web de saias”.

Evento Mulheres Empreendedoras

novembro 19, 2008

Cecília Russo Troiano será uma das presidentas de empresa (acreditem, a palavra presidenta existe!) que participará da segunda edição do evento “Mulheres Empreendedoras”, organizado pelo BI International. Estarão presentes, além de Cecília, outras 4 presidentas e a moderação será feita por Monica Waldvogel. O evento é fechado para 100 diretoras de médias e grandes empresas e acontecerá no próximo dia 27 no WTC, em São Paulo. Para mais detalhes, acesse o link: http://www.biinternacional.com.br/mulheresempreendedoras/mulheresempreendedoras.html

Até onde elas querem chegar?

maio 20, 2008

Alguns estudos apontam que, em cargos de diretoria, as mulheres ocupam  algo em torno de 15% dos postos. Pouco, não acham? Se somos mais de 40% da população economicamente ativa, por que apenas essa parcela consegue fazer parte do board das empresas?

 

As explicações são inúmeras mas no caso das mulheres que são mães, há uma explicação que acredito ser bastante verdadeira e que, combinada com outras questões, impedem as mulheres de subirem mais ou em maior número. O fato é que muitas mães não querem ter postos de liderança nas empresas. Por quê? Porque sabem que o preço que terão que pagar é mais algo do que aquilo que elas estão dispostas a oferecer. Têm consciência, por exemplo, de que aumentarão as responsabilidades, aumentarão as viagens, aumentará a carga horária, aumentará o número de chamadas em horários fora do expediente regular etc. Claro, junto com isso cresce seu poder e seus rendimentos. Mas será que vale a pena? Em contrapartida, ela sabe que diminuirá muito seu tempo de dedicaçào à família, aos filhos e ao marido. Será que queremos essa troca?

 

Vale pensar ….