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Crianças reinando!

maio 19, 2009

princesa jpegNa última quinta feira, dia 14 de maio, estive num encontro privilegiado na sede do Grupo Pão de Açúcar. A área de Inteligência de Mercado da empresa organizou um encontro para os executivos, de diversas áreas, com palestras e debates relacionados à família e crianças. As palestrantes foram: Fatima Zagari, pela VIACOM (detentora dos canais Nickelodeon, VH1 e MTV), Aurélia Picoli e Ana Amélia De Cesaro pela Play, empresa especializada em pesquisa de mercado com crianças, além de minha palestra “Vida de Equilibrista”. Não preciso nem dizer que foi ótimo e espero que também para os executivos da empresa. Apenas queria registrar 5 pontos que achei bacana de tudo o que pude ouvir e participar do debate:

1. As crianças estão “dominando” as famílias: definem o que a família vai jantar, que carro vão ter, onde passarão as férias etc. E os pais, culpados pela “ausência”, cedem na maioria das vezes.

2. Limites, limites, limites!!! As crianças precisam e muito deles. Elas praticamente imploram isso para os pais.

3. TV ainda é um grande passatempo das crianças, quase exerce a função de babá na ausência dos pais;

4. Crianças de classes populares respeitam mais a hierarquia entre pais e filhos; e, já acostumados com vário “nãos”, demonstram menos frustração diante de alguma negativa dos pais, por exemplo, para algum produto que desejariam comprar.

5. Pais ainda participam pouco das tarefas relacionadas aos filhos! Precisamos chamá-los mais!!

Enfim, nada disso é novidade para nós, mas nunca é demais recordar, certo? Cecília.

Homens estão se sentindo mais cansados para equilibrar vida profissional e familiar

abril 2, 2009

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Pois é, não pensem que apenas os nossos equilibristas brasileiros vivem esse drama, os americanos estão sofrendo para equilibrar seus pratinhos também e muito!

 Numa pesquisa realizada nos EUA com 3500 profissionais foi divulgada recentemente no USA TODAY (26/03/2009) e mostra dados interessantes. 59% dos pais entrevistados relatam que sentem algum conflito entre o equilíbrio da profissão com a vida familiar. Em 1977 esse mesmo indicador apontava 33%. Ou seja, claramente o acréscimo desse sentimento mostra duas coisas: eles estão mais envolvidos na esfera doméstica e mais do que isso, estão bem atrapalhados com essa dupla missão. As mães entrevistadas também mostraram um acréscimo de conflito nesse equilíbrio mas em patamares bem menores: era 40% em 1977 e passou para 45% em 2009. Ou seja, já éramos e seguimos sendo mais acostumadas com nossas jornadas duplas.

 

Outros dados interessantes apontados pelo estudo são:

 As mulheres são responsáveis por 44% do rendimento anual das famílias;

  • 26% das mulheres ganham, pelo menos, 10% mais que seus companheiros;
  • 60% discorda de que homens devem ser provedores financeiros e mulheres devam ficar com os filhos;
  • Mulheres com menos de 29 anos são similares a homens no que se refere ao desejo de crescer profissionalmente, independente de terem filhos ou não.

 

 Creio que esse último indicador seja um sinal de que mudanças estão chegando…será que as futuras gerações terão menos culpa e serão menos estressadas e conflitadas? Tomara…vamos esperar e conferir. 

(foto: David Niblack)

Meu negócio é ser Amélia!

dezembro 9, 2008

Mulheres preocupadas só com a carreira abrem brecha de mercado para substitutas no lar…

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Trabalhando fora, as mães sofrem de falta de tempo ou de paciência para cuidar da casa. Mas existe solução pra tudo: muito procurado principalmente por homens solteiros ou descasados, um novo tipo de ofício invadiu o mercado. Batizado de vários nomes, pode ser “esposa de aluguel”, “consultora do lar” ou “governanta por um dia”, já atende a clientes no Rio de Janeiro e em São Paulo.   

“Costumo dizer: quando a mulher faz tudo isso de bom grado, não tem valor. Se pagarem, valorizam”, conta Cristiane Passos, carioca de 31 anos, que oferece seus préstimos de dona de casa prendada, dessas que pregam botão e fazem bolo em fôrma furada.  Mas a dedicação tem preço, e Cristiane não sai de casa por menos de R$ 50,00.

Por R$ 35,00 a hora, Emiliana Spínola, de 51 anos, presta serviços de “governanta por um dia”. Ela entrevista todos os moradores para conhecer seus hábitos e preferências, depois fiscaliza limpeza e ajuda a organizar a morada, por exemplo, de famílias que se mudam para um apartamento menor.

Já a consultora do lar Margarete Pereira, de 41 anos, vai ao socorro de maridos desesperados com a falta de noção doméstica das esposas, mais preocupadas com a carreira (claro, né!). Sua hora custa R$ 60,00, seja para arrumar um armário ou levar um cachorro ao pet shop. Uma consultoria  que é uma mão na roda – até mesmo para as equilibristas, não só para seus maridos: ela orienta a empregada a usar os produtos de limpeza.

Como homem e mulher hoje se preocupam mais com a carreira do que com a vida doméstica, o serviço pode muito bem ser terceirizado. E estas senhoras descobriram uma lacuna de mercado e tanto!

*baseado em artigo de Mariana Franco para o jornal O Estado de SP, do dia 24/11/08

foto: Copta/Stockexchange

Mulheres sofrem mais com a crise

dezembro 3, 2008

Como se não bastasse nos estressarmos com tantas coisas…agora mais essa da crise! Segundo estudo da Associação Americana de Psicologia (APA), realizado junto a 29 mil pessoas, 84% das mulheres declaram-se preocupadas com o estado atual da economia versus 75% dos homens. Segundo a mesma fonte as explicações para isso devem-se ao fato das mulheres terem mais responsabilidades do que os homens, principalmente se são casadas e têm filhos (soa familiar??). Dados do Brasil mostram que a preocupação com os efeitos da crise atinge 63% das mulheres contra 49% dos homens como mostra uma pesquisa da McCann Erickson. O fato das mulheres serem as maiores gestoras do orçamento familiar muito provavelmente também contribui para essa insegurança maior.

Super Executivas na América

novembro 14, 2008

connor212Esta semana saiu uma listagem com as “50 women to watch in 2008”, ou seja, as mulheres mais poderosas do business mundial, apontadas em reportagem especial do Wall Street Journal.  Entre elas, no número 49, uma brasileira, Celina Antunes, CEO da América do Sul da incorporadora Cushman & Wakefield Inc.  Veja a lista das 10 mais:

 

1.Sheila Bair – Federal Deposit Insurance

2. Indra Nooyi – Pepsico

3. Barbara Desoer – Bank of America

4. Hu Xiaolian – Bank of China

5. Christine Lagarde – Ministério das Finanças da França

6. Irene Rosenfeld – Kraft Foods

7. Ho Ching – Temasek

8. Ellen Kullman – DuPont

9. Anne Mulcahy – Xerox

10. Laura Tyson – Berkeley – Univ. da California

Mas o artigo, claro, provocou uma série de desdobramentos no jornal, que comenta a queda de 16,4% em 2005 para 15,4%, em 2008, de mulheres em posições de vice-presidente ou cargos ainda mais altos. Em um dos artigos: I Do Know How She Does It For many women leaders, the ultimate juggle — balancing a career at the top of the ladder and children — is just a way a life. But will it be the wave of the future? (para ler na íntegra,  http://sec.online.wsj.com/article/SB122608626544609119.html), o Wall Street Journal discute a vida de algumas executivas equilibristas. E usa o termo juggle, que significa manter vários objetos simultâneamente no ar e conseguir pegá-los (os famosos pratinhos ou bolinhas!!).  

Uma das executivas com múltiplas tarefas é Bobbi Brown, proprietária de uma empresa de cosméticos de mesmo nome e mãe de três. “Não sigo regras, faço minhas próprias regras”, conta ela, e diz que transforma sessões de fotos da empresa em férias da família (ou seja, leva filhos e marido junto). Debora Spar, presidente do Barnard College, autora de seis livros e mãe de três crianças, diz que leva uma vida frenética e a frase que mais usa é “hurry up” (vamos logo!). Apesar de planejar sua agenda com cuidado, ela ainda se preocupa por achar que não está tempo suficiente com as crianças… (sentimento universal, esse!). Lá nos EUA, onde estruturas com babás, empregadas, motoristas são muito mais caras, só há um meio de as executivas com filhos chegarem ao topo da carreira… contando com muita, mas muita ajuda mesmo, dos maridos. Em alguns casos, eles até sacrificam as suas carreiras em detrimento do sucesso das esposas, conclui o artigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Turista ou viajante?

outubro 30, 2008

Repare bem na foto deste post. Foi tirada durante uma longa caminhada pelas montanhas ao redor do Gorges du Verdon, um dos maiores cânions da Europa. Na nossa viagem ao sul da França, sonho acalentado (e poupado, em $$ mesmo) por anos, tentamos nos distanciar mais do perfil turista e nos aproximar do de viajante. Explico: turista é quem visita com pressa, tira fotos mas não degusta, não permanece… Viajante é quem privilegia a experiência, vive, curte a cultura local. Claro que  nossas férias alternaram os dois, pois o bolso ainda não nos permite ser só viajantes. Mas tenho uma colega que programa viagens mais rápidas, por cinco dias, de bicicleta… quer melhor maneira de aliar exercício, descanso, boa comida e um turismo empenhado em mostrar o modo de vida do lugar?

Nessa linha de saborear, a mesma que originou o slow food (com início na Itália), está surgindo o slow travel, ou turismo sem pressa. É uma altenativa ao turismo de massa, afobado, que não satisfaz. Claro que também é uma resposta ao corre-corre diário. Para que eu vou correr de museu em museu ou de cidade em cidade durante as férias se meu ritmo já é estressante normalmente?

A revista Época desta semana traz interessante reportagem sobre o assunto e me chamou a atenção porque parece ser o tipo de experiência de tempo valorizado ao extremo. “A melhor maneira de conhecer um país é a pé. Quanto mais devagar você viaja, mas tempo terá para degustar a jornada”, afirmou Christopher Whinney, fundador de uma operadora de turismo inglesa especializada em roteiros pela Toscana. “Essa maneira de descobrir o mundo permite uma vivência inesquecível”, acrescentou o inglês. Com certeza guardo forte na lembrança este dia em que largamos o carro de lado para respirar o ar puro da montanha e apreciar a natureza nesta trilha entre dois vilarejos na Provence. Abrimos essa brecha necessária na agenda da viagem e nem que seja preciso esperar uns meses a mais e salvar alguns dólares… recomendo o slow turism a todos! Au revoir!

Maggi Krause

BABY BOOM nos Estados Unidos faz surgir novos profissionais especializados

setembro 20, 2008

Americanas ocupadas que moram em Nova York ou em São Francisco já têm um novo tipo de profissional à disposição – o baby planner, ou planejador pessoal de gravidez.

Depois de se acostumarem com os personal trainers, personal stylists e wedding planners (para exercícios personalizados, consultoria de moda e planejar o casamento), elas agora já podem entregar boa parte das tarefas que surgem com a gravidez a empresas como The Baby Planner, em São Francisco. “Diante do volume de informações existentes e do pouco tempo desses pais trabalhadores, a chegada de um bebê pode ser estressante”, conta a fundadora, Mary Oscategui, que percebeu o tempo e o dinheiro gastos para a chegada do bebê depois de ter seu primeiro filho. “Nossa missão é entregar aos clientes a informação mais relevante e atualizada.” Adepta de um estilo de vida holístico, que apóia o verde e a sustentabilidade, Mary também é instrutora de ioga e pilates, personal trainer e consultora de nutrição. Por isso planeja desde a alimentação e os exercícios da mãe até o tipo de produto que deve ser usado na roupa de cama do bebê.

O mesmo tipo de consultoria as sócias da InBloom Baby Planners, a relações públicas Yael Denbo e a ex-executiva de moda Alden Rosen, oferecem em Nova York, principalmente para executivas e mulheres muito ocupadas. Elas cobram a partir de US$ 100 a hora para orientar as gestantes em tarefas como: escolher o nome do bebê, indicar manicure que só use produtos orgânicos, planejar o chá de bebê, contratar uma babá (elas fazem uma pré-seleção entre 20 candidatas!). Acompanhar em consultas médicas, organizar o enxoval e escolher os livros mais relevantes na livraria Barnes & Noble, contratar um fotógrafo para clicar um ensaio da gravidez ou agendar uma aula de estilo e maquiagem para gestantes são outras atribuições da dupla. Receber a assessoria completa já está virando tendência entre as americanas endinheiradas… Será que a “baby planner” é mais uma profissão que veio para ficar?   

EU ERA UMA ÓTIMA MÃE

setembro 4, 2008

até ter filhos.” Esse é o título do livro escrito pelas americanas Trisha Ashworth e Amy Nobile, (publicado no Brasil pela Editora Sextante). Elas traduzem com precisão muitas angústias vividas pelas mães, baseadas em entrevistas realizadas com 100 mulheres.  Mesmo falando de mães americanas, o conteúdo se encaixa perfeitamente na realidade das brasileiras. Munidas de boa dose de bom humor, as autoras levantam uma série de questões que assolam as mães modernas, em grande parte sentindo um grande débito no que tange a maternidade. Vale a leitura!