Archive for the ‘Vida de Equilibrista’ Category

Mães blogueiras na mira

junho 14, 2010

Parece que papo de mãe virou coisa séria e mais do que isso, interessante! Por muito tempo, as conversas entre mães eram vistas como úteis apenas para as próprias. Fora isso, todos achavam uma perda de tempo ficar trocando ideias sobre fraldas, lugares para levar os filhos ou dificuldades para retomar a carreira após o nascimento do bebê.

Parece que agora somos valorizadas justamente pelo nosso papo de mãe! Quem diria, hein? Nos EUA, os publicitários perceberam que nesses espaços de trocas que ocorrem em dezenas de blogs escritos pelas mães há um território fértil para a divulgação de marcas. Eles acreditam que o ambiente é construído com base na troca de experiências e dicas e que há uma enorme credibilidade dessas mensagens trocadas. Mãe confia em mãe. O que eles querem é pegar uma “carona” na esteira dessa credibilidade já instalada nesses blogs e inserir marcas no meio dos papos. Assim, por exemplo, quando uma mãe relatar a festa de 1 ano da filha, ela pode dar detalhes da marca de pratinhos que comprou, da empresa que fez a animação e da loja onde comprou o vestido da criança. Claro, em troca, por exemplo, essa mãe pode ter a festa inteira patrocinada pela empresa “parceira”. São verdadeiros posts pagos, a autora rasgando elogios ao produto.

Acredito que isso é um enorme risco à credibilidade desses blogs. Eles perdendo sua vocação espontânea de troca e assumindo um caráter meramente comercial. Sem dúvida, toda a graça de um bom papo entre mães ficará comprometida em nome de vantagens ecônomicas. Espero que essa moda não pegue por aqui.

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Homens estão se sentindo mais cansados para equilibrar vida profissional e familiar

abril 2, 2009

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Pois é, não pensem que apenas os nossos equilibristas brasileiros vivem esse drama, os americanos estão sofrendo para equilibrar seus pratinhos também e muito!

 Numa pesquisa realizada nos EUA com 3500 profissionais foi divulgada recentemente no USA TODAY (26/03/2009) e mostra dados interessantes. 59% dos pais entrevistados relatam que sentem algum conflito entre o equilíbrio da profissão com a vida familiar. Em 1977 esse mesmo indicador apontava 33%. Ou seja, claramente o acréscimo desse sentimento mostra duas coisas: eles estão mais envolvidos na esfera doméstica e mais do que isso, estão bem atrapalhados com essa dupla missão. As mães entrevistadas também mostraram um acréscimo de conflito nesse equilíbrio mas em patamares bem menores: era 40% em 1977 e passou para 45% em 2009. Ou seja, já éramos e seguimos sendo mais acostumadas com nossas jornadas duplas.

 

Outros dados interessantes apontados pelo estudo são:

 As mulheres são responsáveis por 44% do rendimento anual das famílias;

  • 26% das mulheres ganham, pelo menos, 10% mais que seus companheiros;
  • 60% discorda de que homens devem ser provedores financeiros e mulheres devam ficar com os filhos;
  • Mulheres com menos de 29 anos são similares a homens no que se refere ao desejo de crescer profissionalmente, independente de terem filhos ou não.

 

 Creio que esse último indicador seja um sinal de que mudanças estão chegando…será que as futuras gerações terão menos culpa e serão menos estressadas e conflitadas? Tomara…vamos esperar e conferir. 

(foto: David Niblack)

Que 2009 seja bem equilibrado!!

dezembro 24, 2008

Olá, equilibrista!

Se você já acompanha o site desde o início (abril 2008), queremos agradecer as suas visitas e as colaborações (enviando textos, comentários, votando no fórum)! Caso você tenha começado a ler o site nos últimos meses, esperamos que tenha gostado.

Adoraríamos ter a sua opinião sobre o que discutimos e relatamos durante o ano de 2008 e, mais ainda, estamos curiosas para saber quais temas interessam pra você em 2009.

A nossa divulgação é no boca a boca, mas temos aumentado o número de cadastradas todos os meses! Por isso, envie os depoimentos que mais gostarem para as amigas: só quem se cadastra recebe quinzenalmente a chamada para o novo assunto do site.

Nós duas estaremos de férias – inclusive do site – em janeiro, mas voltamos em fevereiro com novidades e força total! Espero que seu ano comece com pé direito e que muitas coisas boas se realizem no lado profissional e no familiar!

Um feliz 2009 e muito mais equilíbrio para você!

Cecília e Maggi fogos-konrad-mostert

Mulheres brasileiras: menos filhos, chefes de família e sobrecarregadas de trabalho doméstico.

dezembro 18, 2008

Pesquisas nos lares brasileiros comprovam a tendência pelo filho único. A taxa de fecundidade total no ano passado foi de 1,83 filho por mulher. A média foi inferior à taxa de reposição (de 2,1), que significa o mínimo de filhos que cada brasileira deveria gerar para que a população total do país seja mantida nos próximos 30 anos. Esses dados figuram na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

 

A mesma pesquisa mostrou que as mulheres estão tendo jornadas exaustivas de trabalho (remunerado e não-remunerado), graças à desigualdade na divisão das tarefas domésticas. Vale notar que as famílias chefiadas por mulheres pularam de 24,9%  para 33% em apenas 10 anos.  

Em famílias formadas por casais com filhos, antes apenas 2,4% eram chefiadas por mulheres, agora são 11,2%. Mesmo sustentando a casa, o trabalho doméstico ainda sobra para elas, que dedicam 19 horas por semana aos afazeres, enquanto os cônjuges dedicam pouco mais de 10 horas semanais. É mole?

 

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A web de saias

novembro 19, 2008

As mulheres estão em todos os lugares e não seria diferente no ambiente web. Segundo dados divulgados pela revista Meio Digital (www.meiodigital.com.br), em sua edição de junho deste ano, o Ibope/Net Ratings aponta que hoje existem 10,3 milhões de mulheres navegando na web. E mostra ainda que nos últimos 2 anos enquanto a média da evolução da internet residencial foi de 75%, o crescimento feminino foi de 93% e o masculino de 61%. O Brasil, com esses números, está em quarto lugar do ranking mundial em número de mulheres conectadas, segundo a mesma fonte.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de mulheres conectadas é maior que o número de homens: 52% de mulheres contra 48% de homens. O mesmo acontece no Reino Unido e depois a Austrália com 49,2% de mulheres internautas.

O mais incrível disso tudo é que a mulher não vê a web como um espaço de consulta, relacionamentos ou serviços apenas. O grupo das mulheres começa a superar o dos homens na produção de conteúdos tais como postando blogs ou criando páginas na web. Aliás, nesse exato momento nós, nesse site estamos dando nossa contribuição para esse número seguir crescendo!

Como diz a revista, “é a web de saias”.

Evento Mulheres Empreendedoras

novembro 19, 2008

Cecília Russo Troiano será uma das presidentas de empresa (acreditem, a palavra presidenta existe!) que participará da segunda edição do evento “Mulheres Empreendedoras”, organizado pelo BI International. Estarão presentes, além de Cecília, outras 4 presidentas e a moderação será feita por Monica Waldvogel. O evento é fechado para 100 diretoras de médias e grandes empresas e acontecerá no próximo dia 27 no WTC, em São Paulo. Para mais detalhes, acesse o link: http://www.biinternacional.com.br/mulheresempreendedoras/mulheresempreendedoras.html

Super Executivas na América

novembro 14, 2008

connor212Esta semana saiu uma listagem com as “50 women to watch in 2008”, ou seja, as mulheres mais poderosas do business mundial, apontadas em reportagem especial do Wall Street Journal.  Entre elas, no número 49, uma brasileira, Celina Antunes, CEO da América do Sul da incorporadora Cushman & Wakefield Inc.  Veja a lista das 10 mais:

 

1.Sheila Bair – Federal Deposit Insurance

2. Indra Nooyi – Pepsico

3. Barbara Desoer – Bank of America

4. Hu Xiaolian – Bank of China

5. Christine Lagarde – Ministério das Finanças da França

6. Irene Rosenfeld – Kraft Foods

7. Ho Ching – Temasek

8. Ellen Kullman – DuPont

9. Anne Mulcahy – Xerox

10. Laura Tyson – Berkeley – Univ. da California

Mas o artigo, claro, provocou uma série de desdobramentos no jornal, que comenta a queda de 16,4% em 2005 para 15,4%, em 2008, de mulheres em posições de vice-presidente ou cargos ainda mais altos. Em um dos artigos: I Do Know How She Does It For many women leaders, the ultimate juggle — balancing a career at the top of the ladder and children — is just a way a life. But will it be the wave of the future? (para ler na íntegra,  http://sec.online.wsj.com/article/SB122608626544609119.html), o Wall Street Journal discute a vida de algumas executivas equilibristas. E usa o termo juggle, que significa manter vários objetos simultâneamente no ar e conseguir pegá-los (os famosos pratinhos ou bolinhas!!).  

Uma das executivas com múltiplas tarefas é Bobbi Brown, proprietária de uma empresa de cosméticos de mesmo nome e mãe de três. “Não sigo regras, faço minhas próprias regras”, conta ela, e diz que transforma sessões de fotos da empresa em férias da família (ou seja, leva filhos e marido junto). Debora Spar, presidente do Barnard College, autora de seis livros e mãe de três crianças, diz que leva uma vida frenética e a frase que mais usa é “hurry up” (vamos logo!). Apesar de planejar sua agenda com cuidado, ela ainda se preocupa por achar que não está tempo suficiente com as crianças… (sentimento universal, esse!). Lá nos EUA, onde estruturas com babás, empregadas, motoristas são muito mais caras, só há um meio de as executivas com filhos chegarem ao topo da carreira… contando com muita, mas muita ajuda mesmo, dos maridos. Em alguns casos, eles até sacrificam as suas carreiras em detrimento do sucesso das esposas, conclui o artigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De Mamíferas para Equilibristas

outubro 13, 2008

 

 

 

Elas se conheceram em uma lista virtual de discussão sobre parto humanizado e se consideram mães “alternativas”. As mamíferas Aurea, Renata, Kalu e Deborah (veja o blog:  www.mamiferas.blogspot.com) defendem, incentivam e praticam a humanização no parto e na criação dos filhos, a amamentação exclusiva até 6 meses e prolongada até mais de 2 anos de idade, a comunicação não violenta, o colo, cama compartilhada, entre outras preferências que em geral são caracterizadas por aí como “radicais”.

“Num mundo dominado por chupetas, mamadeiras e cesareanas, sentíamos falta de informações e publicações voltadas para esse estilo de maternagem. Parecia que as publicações que encontrávamos por aí não estimulavam a reflexão, o questionamento, somente passavam adiante modelos com os quais nós definitivamente não nos identificávamos. Nós somos definitivamente mães que pensam, questionam e não só aceitam os modelos impostos. Por isso, resolvemos produzir informações para mães como nós”, conta Aurea, que iniciou o blog em abril de 2008. Os temas são sempre sobre as experiências da maternidade, desde a gravidez, passando pelo parto, pela criação dos filhos, e também do  lado mulher e das inúmeras mudanças que a maternidade proporciona.  

Mensagem das mamíferas sobre sua vida de equilibrista:

“Me considero, sim, uma equilibrista, dividindo meu tempo entre o lado de mãe, de mulher, de profissional, de amiga, de pessoa, ufa! Como é difícil cuidar pra que nenhum pratinho desses se desequilibre! E quando acontece, a gente ainda tem que lidar com uma culpa daquelas!”  mamífera Kathy  (ou Aurea), jornalista e mãe de Samuel (2 anos)

“Durante a gestação consegui trazer meu trabalho para dentro de casa, o que possibilitou amamentar exclusivamente até 6 meses e continuar em livre demanda até hoje. Sempre digo que em meu parto nasceu uma fêmea, um bicho-mãe, cheio de intuição e possibilidade de mudar a equação da falta de tempo. Afinal, o que são este anos iniciais de importância para a vida de um ser humano? É claro que a maioria das mulheres trabalha porque não há outra opção. Mas acredito que uma criança é muito mais feliz quando tem sua mãe por mais tempo perto, do que condições físicas (casa, carro, escola, roupas) para se desenvolver.” mamífera Kalu, jornalista e mãe de Miguel (1 ano)

 

 

 

 

Pesou demais…

outubro 10, 2008

 …Cansei dessa rotina dividida e corrida! Quantas vezes vocês já não se pegou neste desabafo? E quantas outras considerou largar a vida de equilibrista, ou seja o lado do trabalho (sim, porque os filhos são permanentes, não é mesmo?)?

Se você não ficou só na divagação e teve coragem de deixar a empresa ou abandonar a carreira, conte esta experiência para as equilibristas de plantão.

Por vezes, algum motivo de força maior a empurrou de volta para casa, um problema de saúde, uma dificuldade do filho. Conte como foi a recompensa de ter se dedicado mais à família.

Você pode ter abandonado o trabalho e se arrependido depois… Essa história a gente também quer saber!!

Participe, deixe um comentário curto, faça contato (sei que o tempo é escasso). Esse espaço é para a gente bater papo e dividir as nossas experiências!

Conto com você! Um forte abraço,

Maggi

Realidade em “Linha de Passe”: a mãe não dá conta

setembro 15, 2008

Fui ao cinema assistir “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas. As imagens penetram o lado cruel da cidade de São Paulo e, principalmente, a realidade dura de quem habita a periferia. 

É impossível não se solidarizar com a mãe de quatro filhos homens, grávida de mais um filho ou filha. A personagem principal (representada pela atriz Ana Carolina Dias, que mereceu a palma de ouro em Cannes) luta com dificuldade para criar os filhos, sem, no entanto, dar conta. Precisar sair cedo para trabalhar significa deixar cada um deles (em idades diferentes, da infância à idade adulta) à própria sorte. Ela também não consegue se sair bem como “pai e mãe”, embora tente bastante. Cada um dos filhos arruma uma figura postiça de pai, sinal de que as famílias ficam capengas MESMO sem esta figura. 

Me senti entristecida diante do arranjo incômodo de cada um por si, como uma lei da selva urbana. Quantas oportunidades estas pessoas deixam de ter e quantas alegrias lhe são negadas? Esse é apenas um modo de ver o quadro. As imagens na tela também permitem entrever que o destino de cada um depende apenas de suas escolhas ou ações. Em todos os casos, vale muito a pena assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões! Maggi