Crianças reinando!

princesa jpegNa última quinta feira, dia 14 de maio, estive num encontro privilegiado na sede do Grupo Pão de Açúcar. A área de Inteligência de Mercado da empresa organizou um encontro para os executivos, de diversas áreas, com palestras e debates relacionados à família e crianças. As palestrantes foram: Fatima Zagari, pela VIACOM (detentora dos canais Nickelodeon, VH1 e MTV), Aurélia Picoli e Ana Amélia De Cesaro pela Play, empresa especializada em pesquisa de mercado com crianças, além de minha palestra “Vida de Equilibrista”. Não preciso nem dizer que foi ótimo e espero que também para os executivos da empresa. Apenas queria registrar 5 pontos que achei bacana de tudo o que pude ouvir e participar do debate:

1. As crianças estão “dominando” as famílias: definem o que a família vai jantar, que carro vão ter, onde passarão as férias etc. E os pais, culpados pela “ausência”, cedem na maioria das vezes.

2. Limites, limites, limites!!! As crianças precisam e muito deles. Elas praticamente imploram isso para os pais.

3. TV ainda é um grande passatempo das crianças, quase exerce a função de babá na ausência dos pais;

4. Crianças de classes populares respeitam mais a hierarquia entre pais e filhos; e, já acostumados com vário “nãos”, demonstram menos frustração diante de alguma negativa dos pais, por exemplo, para algum produto que desejariam comprar.

5. Pais ainda participam pouco das tarefas relacionadas aos filhos! Precisamos chamá-los mais!!

Enfim, nada disso é novidade para nós, mas nunca é demais recordar, certo? Cecília.

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Homens estão se sentindo mais cansados para equilibrar vida profissional e familiar

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Pois é, não pensem que apenas os nossos equilibristas brasileiros vivem esse drama, os americanos estão sofrendo para equilibrar seus pratinhos também e muito!

 Numa pesquisa realizada nos EUA com 3500 profissionais foi divulgada recentemente no USA TODAY (26/03/2009) e mostra dados interessantes. 59% dos pais entrevistados relatam que sentem algum conflito entre o equilíbrio da profissão com a vida familiar. Em 1977 esse mesmo indicador apontava 33%. Ou seja, claramente o acréscimo desse sentimento mostra duas coisas: eles estão mais envolvidos na esfera doméstica e mais do que isso, estão bem atrapalhados com essa dupla missão. As mães entrevistadas também mostraram um acréscimo de conflito nesse equilíbrio mas em patamares bem menores: era 40% em 1977 e passou para 45% em 2009. Ou seja, já éramos e seguimos sendo mais acostumadas com nossas jornadas duplas.

 

Outros dados interessantes apontados pelo estudo são:

 As mulheres são responsáveis por 44% do rendimento anual das famílias;

  • 26% das mulheres ganham, pelo menos, 10% mais que seus companheiros;
  • 60% discorda de que homens devem ser provedores financeiros e mulheres devam ficar com os filhos;
  • Mulheres com menos de 29 anos são similares a homens no que se refere ao desejo de crescer profissionalmente, independente de terem filhos ou não.

 

 Creio que esse último indicador seja um sinal de que mudanças estão chegando…será que as futuras gerações terão menos culpa e serão menos estressadas e conflitadas? Tomara…vamos esperar e conferir. 

(foto: David Niblack)

Que 2009 seja bem equilibrado!!

Olá, equilibrista!

Se você já acompanha o site desde o início (abril 2008), queremos agradecer as suas visitas e as colaborações (enviando textos, comentários, votando no fórum)! Caso você tenha começado a ler o site nos últimos meses, esperamos que tenha gostado.

Adoraríamos ter a sua opinião sobre o que discutimos e relatamos durante o ano de 2008 e, mais ainda, estamos curiosas para saber quais temas interessam pra você em 2009.

A nossa divulgação é no boca a boca, mas temos aumentado o número de cadastradas todos os meses! Por isso, envie os depoimentos que mais gostarem para as amigas: só quem se cadastra recebe quinzenalmente a chamada para o novo assunto do site.

Nós duas estaremos de férias – inclusive do site – em janeiro, mas voltamos em fevereiro com novidades e força total! Espero que seu ano comece com pé direito e que muitas coisas boas se realizem no lado profissional e no familiar!

Um feliz 2009 e muito mais equilíbrio para você!

Cecília e Maggi fogos-konrad-mostert

Mulheres brasileiras: menos filhos, chefes de família e sobrecarregadas de trabalho doméstico.

Pesquisas nos lares brasileiros comprovam a tendência pelo filho único. A taxa de fecundidade total no ano passado foi de 1,83 filho por mulher. A média foi inferior à taxa de reposição (de 2,1), que significa o mínimo de filhos que cada brasileira deveria gerar para que a população total do país seja mantida nos próximos 30 anos. Esses dados figuram na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

 

A mesma pesquisa mostrou que as mulheres estão tendo jornadas exaustivas de trabalho (remunerado e não-remunerado), graças à desigualdade na divisão das tarefas domésticas. Vale notar que as famílias chefiadas por mulheres pularam de 24,9%  para 33% em apenas 10 anos.  

Em famílias formadas por casais com filhos, antes apenas 2,4% eram chefiadas por mulheres, agora são 11,2%. Mesmo sustentando a casa, o trabalho doméstico ainda sobra para elas, que dedicam 19 horas por semana aos afazeres, enquanto os cônjuges dedicam pouco mais de 10 horas semanais. É mole?

 

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Meu negócio é ser Amélia!

Mulheres preocupadas só com a carreira abrem brecha de mercado para substitutas no lar…

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Trabalhando fora, as mães sofrem de falta de tempo ou de paciência para cuidar da casa. Mas existe solução pra tudo: muito procurado principalmente por homens solteiros ou descasados, um novo tipo de ofício invadiu o mercado. Batizado de vários nomes, pode ser “esposa de aluguel”, “consultora do lar” ou “governanta por um dia”, já atende a clientes no Rio de Janeiro e em São Paulo.   

“Costumo dizer: quando a mulher faz tudo isso de bom grado, não tem valor. Se pagarem, valorizam”, conta Cristiane Passos, carioca de 31 anos, que oferece seus préstimos de dona de casa prendada, dessas que pregam botão e fazem bolo em fôrma furada.  Mas a dedicação tem preço, e Cristiane não sai de casa por menos de R$ 50,00.

Por R$ 35,00 a hora, Emiliana Spínola, de 51 anos, presta serviços de “governanta por um dia”. Ela entrevista todos os moradores para conhecer seus hábitos e preferências, depois fiscaliza limpeza e ajuda a organizar a morada, por exemplo, de famílias que se mudam para um apartamento menor.

Já a consultora do lar Margarete Pereira, de 41 anos, vai ao socorro de maridos desesperados com a falta de noção doméstica das esposas, mais preocupadas com a carreira (claro, né!). Sua hora custa R$ 60,00, seja para arrumar um armário ou levar um cachorro ao pet shop. Uma consultoria  que é uma mão na roda – até mesmo para as equilibristas, não só para seus maridos: ela orienta a empregada a usar os produtos de limpeza.

Como homem e mulher hoje se preocupam mais com a carreira do que com a vida doméstica, o serviço pode muito bem ser terceirizado. E estas senhoras descobriram uma lacuna de mercado e tanto!

*baseado em artigo de Mariana Franco para o jornal O Estado de SP, do dia 24/11/08

foto: Copta/Stockexchange

Mulheres sofrem mais com a crise

Como se não bastasse nos estressarmos com tantas coisas…agora mais essa da crise! Segundo estudo da Associação Americana de Psicologia (APA), realizado junto a 29 mil pessoas, 84% das mulheres declaram-se preocupadas com o estado atual da economia versus 75% dos homens. Segundo a mesma fonte as explicações para isso devem-se ao fato das mulheres terem mais responsabilidades do que os homens, principalmente se são casadas e têm filhos (soa familiar??). Dados do Brasil mostram que a preocupação com os efeitos da crise atinge 63% das mulheres contra 49% dos homens como mostra uma pesquisa da McCann Erickson. O fato das mulheres serem as maiores gestoras do orçamento familiar muito provavelmente também contribui para essa insegurança maior.

A web de saias

As mulheres estão em todos os lugares e não seria diferente no ambiente web. Segundo dados divulgados pela revista Meio Digital (www.meiodigital.com.br), em sua edição de junho deste ano, o Ibope/Net Ratings aponta que hoje existem 10,3 milhões de mulheres navegando na web. E mostra ainda que nos últimos 2 anos enquanto a média da evolução da internet residencial foi de 75%, o crescimento feminino foi de 93% e o masculino de 61%. O Brasil, com esses números, está em quarto lugar do ranking mundial em número de mulheres conectadas, segundo a mesma fonte.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de mulheres conectadas é maior que o número de homens: 52% de mulheres contra 48% de homens. O mesmo acontece no Reino Unido e depois a Austrália com 49,2% de mulheres internautas.

O mais incrível disso tudo é que a mulher não vê a web como um espaço de consulta, relacionamentos ou serviços apenas. O grupo das mulheres começa a superar o dos homens na produção de conteúdos tais como postando blogs ou criando páginas na web. Aliás, nesse exato momento nós, nesse site estamos dando nossa contribuição para esse número seguir crescendo!

Como diz a revista, “é a web de saias”.