Mulheres brasileiras: menos filhos, chefes de família e sobrecarregadas de trabalho doméstico.

dezembro 18, 2008 by

Pesquisas nos lares brasileiros comprovam a tendência pelo filho único. A taxa de fecundidade total no ano passado foi de 1,83 filho por mulher. A média foi inferior à taxa de reposição (de 2,1), que significa o mínimo de filhos que cada brasileira deveria gerar para que a população total do país seja mantida nos próximos 30 anos. Esses dados figuram na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

 

A mesma pesquisa mostrou que as mulheres estão tendo jornadas exaustivas de trabalho (remunerado e não-remunerado), graças à desigualdade na divisão das tarefas domésticas. Vale notar que as famílias chefiadas por mulheres pularam de 24,9%  para 33% em apenas 10 anos.  

Em famílias formadas por casais com filhos, antes apenas 2,4% eram chefiadas por mulheres, agora são 11,2%. Mesmo sustentando a casa, o trabalho doméstico ainda sobra para elas, que dedicam 19 horas por semana aos afazeres, enquanto os cônjuges dedicam pouco mais de 10 horas semanais. É mole?

 

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Meu negócio é ser Amélia!

dezembro 9, 2008 by

Mulheres preocupadas só com a carreira abrem brecha de mercado para substitutas no lar…

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Trabalhando fora, as mães sofrem de falta de tempo ou de paciência para cuidar da casa. Mas existe solução pra tudo: muito procurado principalmente por homens solteiros ou descasados, um novo tipo de ofício invadiu o mercado. Batizado de vários nomes, pode ser “esposa de aluguel”, “consultora do lar” ou “governanta por um dia”, já atende a clientes no Rio de Janeiro e em São Paulo.   

“Costumo dizer: quando a mulher faz tudo isso de bom grado, não tem valor. Se pagarem, valorizam”, conta Cristiane Passos, carioca de 31 anos, que oferece seus préstimos de dona de casa prendada, dessas que pregam botão e fazem bolo em fôrma furada.  Mas a dedicação tem preço, e Cristiane não sai de casa por menos de R$ 50,00.

Por R$ 35,00 a hora, Emiliana Spínola, de 51 anos, presta serviços de “governanta por um dia”. Ela entrevista todos os moradores para conhecer seus hábitos e preferências, depois fiscaliza limpeza e ajuda a organizar a morada, por exemplo, de famílias que se mudam para um apartamento menor.

Já a consultora do lar Margarete Pereira, de 41 anos, vai ao socorro de maridos desesperados com a falta de noção doméstica das esposas, mais preocupadas com a carreira (claro, né!). Sua hora custa R$ 60,00, seja para arrumar um armário ou levar um cachorro ao pet shop. Uma consultoria  que é uma mão na roda – até mesmo para as equilibristas, não só para seus maridos: ela orienta a empregada a usar os produtos de limpeza.

Como homem e mulher hoje se preocupam mais com a carreira do que com a vida doméstica, o serviço pode muito bem ser terceirizado. E estas senhoras descobriram uma lacuna de mercado e tanto!

*baseado em artigo de Mariana Franco para o jornal O Estado de SP, do dia 24/11/08

foto: Copta/Stockexchange

Mulheres sofrem mais com a crise

dezembro 3, 2008 by

Como se não bastasse nos estressarmos com tantas coisas…agora mais essa da crise! Segundo estudo da Associação Americana de Psicologia (APA), realizado junto a 29 mil pessoas, 84% das mulheres declaram-se preocupadas com o estado atual da economia versus 75% dos homens. Segundo a mesma fonte as explicações para isso devem-se ao fato das mulheres terem mais responsabilidades do que os homens, principalmente se são casadas e têm filhos (soa familiar??). Dados do Brasil mostram que a preocupação com os efeitos da crise atinge 63% das mulheres contra 49% dos homens como mostra uma pesquisa da McCann Erickson. O fato das mulheres serem as maiores gestoras do orçamento familiar muito provavelmente também contribui para essa insegurança maior.

A web de saias

novembro 19, 2008 by

As mulheres estão em todos os lugares e não seria diferente no ambiente web. Segundo dados divulgados pela revista Meio Digital (www.meiodigital.com.br), em sua edição de junho deste ano, o Ibope/Net Ratings aponta que hoje existem 10,3 milhões de mulheres navegando na web. E mostra ainda que nos últimos 2 anos enquanto a média da evolução da internet residencial foi de 75%, o crescimento feminino foi de 93% e o masculino de 61%. O Brasil, com esses números, está em quarto lugar do ranking mundial em número de mulheres conectadas, segundo a mesma fonte.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de mulheres conectadas é maior que o número de homens: 52% de mulheres contra 48% de homens. O mesmo acontece no Reino Unido e depois a Austrália com 49,2% de mulheres internautas.

O mais incrível disso tudo é que a mulher não vê a web como um espaço de consulta, relacionamentos ou serviços apenas. O grupo das mulheres começa a superar o dos homens na produção de conteúdos tais como postando blogs ou criando páginas na web. Aliás, nesse exato momento nós, nesse site estamos dando nossa contribuição para esse número seguir crescendo!

Como diz a revista, “é a web de saias”.

Evento Mulheres Empreendedoras

novembro 19, 2008 by

Cecília Russo Troiano será uma das presidentas de empresa (acreditem, a palavra presidenta existe!) que participará da segunda edição do evento “Mulheres Empreendedoras”, organizado pelo BI International. Estarão presentes, além de Cecília, outras 4 presidentas e a moderação será feita por Monica Waldvogel. O evento é fechado para 100 diretoras de médias e grandes empresas e acontecerá no próximo dia 27 no WTC, em São Paulo. Para mais detalhes, acesse o link: http://www.biinternacional.com.br/mulheresempreendedoras/mulheresempreendedoras.html

Super Executivas na América

novembro 14, 2008 by

connor212Esta semana saiu uma listagem com as “50 women to watch in 2008”, ou seja, as mulheres mais poderosas do business mundial, apontadas em reportagem especial do Wall Street Journal.  Entre elas, no número 49, uma brasileira, Celina Antunes, CEO da América do Sul da incorporadora Cushman & Wakefield Inc.  Veja a lista das 10 mais:

 

1.Sheila Bair – Federal Deposit Insurance

2. Indra Nooyi – Pepsico

3. Barbara Desoer – Bank of America

4. Hu Xiaolian – Bank of China

5. Christine Lagarde – Ministério das Finanças da França

6. Irene Rosenfeld – Kraft Foods

7. Ho Ching – Temasek

8. Ellen Kullman – DuPont

9. Anne Mulcahy – Xerox

10. Laura Tyson – Berkeley – Univ. da California

Mas o artigo, claro, provocou uma série de desdobramentos no jornal, que comenta a queda de 16,4% em 2005 para 15,4%, em 2008, de mulheres em posições de vice-presidente ou cargos ainda mais altos. Em um dos artigos: I Do Know How She Does It For many women leaders, the ultimate juggle — balancing a career at the top of the ladder and children — is just a way a life. But will it be the wave of the future? (para ler na íntegra,  http://sec.online.wsj.com/article/SB122608626544609119.html), o Wall Street Journal discute a vida de algumas executivas equilibristas. E usa o termo juggle, que significa manter vários objetos simultâneamente no ar e conseguir pegá-los (os famosos pratinhos ou bolinhas!!).  

Uma das executivas com múltiplas tarefas é Bobbi Brown, proprietária de uma empresa de cosméticos de mesmo nome e mãe de três. “Não sigo regras, faço minhas próprias regras”, conta ela, e diz que transforma sessões de fotos da empresa em férias da família (ou seja, leva filhos e marido junto). Debora Spar, presidente do Barnard College, autora de seis livros e mãe de três crianças, diz que leva uma vida frenética e a frase que mais usa é “hurry up” (vamos logo!). Apesar de planejar sua agenda com cuidado, ela ainda se preocupa por achar que não está tempo suficiente com as crianças… (sentimento universal, esse!). Lá nos EUA, onde estruturas com babás, empregadas, motoristas são muito mais caras, só há um meio de as executivas com filhos chegarem ao topo da carreira… contando com muita, mas muita ajuda mesmo, dos maridos. Em alguns casos, eles até sacrificam as suas carreiras em detrimento do sucesso das esposas, conclui o artigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Turista ou viajante?

outubro 30, 2008 by

Repare bem na foto deste post. Foi tirada durante uma longa caminhada pelas montanhas ao redor do Gorges du Verdon, um dos maiores cânions da Europa. Na nossa viagem ao sul da França, sonho acalentado (e poupado, em $$ mesmo) por anos, tentamos nos distanciar mais do perfil turista e nos aproximar do de viajante. Explico: turista é quem visita com pressa, tira fotos mas não degusta, não permanece… Viajante é quem privilegia a experiência, vive, curte a cultura local. Claro que  nossas férias alternaram os dois, pois o bolso ainda não nos permite ser só viajantes. Mas tenho uma colega que programa viagens mais rápidas, por cinco dias, de bicicleta… quer melhor maneira de aliar exercício, descanso, boa comida e um turismo empenhado em mostrar o modo de vida do lugar?

Nessa linha de saborear, a mesma que originou o slow food (com início na Itália), está surgindo o slow travel, ou turismo sem pressa. É uma altenativa ao turismo de massa, afobado, que não satisfaz. Claro que também é uma resposta ao corre-corre diário. Para que eu vou correr de museu em museu ou de cidade em cidade durante as férias se meu ritmo já é estressante normalmente?

A revista Época desta semana traz interessante reportagem sobre o assunto e me chamou a atenção porque parece ser o tipo de experiência de tempo valorizado ao extremo. “A melhor maneira de conhecer um país é a pé. Quanto mais devagar você viaja, mas tempo terá para degustar a jornada”, afirmou Christopher Whinney, fundador de uma operadora de turismo inglesa especializada em roteiros pela Toscana. “Essa maneira de descobrir o mundo permite uma vivência inesquecível”, acrescentou o inglês. Com certeza guardo forte na lembrança este dia em que largamos o carro de lado para respirar o ar puro da montanha e apreciar a natureza nesta trilha entre dois vilarejos na Provence. Abrimos essa brecha necessária na agenda da viagem e nem que seja preciso esperar uns meses a mais e salvar alguns dólares… recomendo o slow turism a todos! Au revoir!

Maggi Krause

De Mamíferas para Equilibristas

outubro 13, 2008 by

 

 

 

Elas se conheceram em uma lista virtual de discussão sobre parto humanizado e se consideram mães “alternativas”. As mamíferas Aurea, Renata, Kalu e Deborah (veja o blog:  www.mamiferas.blogspot.com) defendem, incentivam e praticam a humanização no parto e na criação dos filhos, a amamentação exclusiva até 6 meses e prolongada até mais de 2 anos de idade, a comunicação não violenta, o colo, cama compartilhada, entre outras preferências que em geral são caracterizadas por aí como “radicais”.

“Num mundo dominado por chupetas, mamadeiras e cesareanas, sentíamos falta de informações e publicações voltadas para esse estilo de maternagem. Parecia que as publicações que encontrávamos por aí não estimulavam a reflexão, o questionamento, somente passavam adiante modelos com os quais nós definitivamente não nos identificávamos. Nós somos definitivamente mães que pensam, questionam e não só aceitam os modelos impostos. Por isso, resolvemos produzir informações para mães como nós”, conta Aurea, que iniciou o blog em abril de 2008. Os temas são sempre sobre as experiências da maternidade, desde a gravidez, passando pelo parto, pela criação dos filhos, e também do  lado mulher e das inúmeras mudanças que a maternidade proporciona.  

Mensagem das mamíferas sobre sua vida de equilibrista:

“Me considero, sim, uma equilibrista, dividindo meu tempo entre o lado de mãe, de mulher, de profissional, de amiga, de pessoa, ufa! Como é difícil cuidar pra que nenhum pratinho desses se desequilibre! E quando acontece, a gente ainda tem que lidar com uma culpa daquelas!”  mamífera Kathy  (ou Aurea), jornalista e mãe de Samuel (2 anos)

“Durante a gestação consegui trazer meu trabalho para dentro de casa, o que possibilitou amamentar exclusivamente até 6 meses e continuar em livre demanda até hoje. Sempre digo que em meu parto nasceu uma fêmea, um bicho-mãe, cheio de intuição e possibilidade de mudar a equação da falta de tempo. Afinal, o que são este anos iniciais de importância para a vida de um ser humano? É claro que a maioria das mulheres trabalha porque não há outra opção. Mas acredito que uma criança é muito mais feliz quando tem sua mãe por mais tempo perto, do que condições físicas (casa, carro, escola, roupas) para se desenvolver.” mamífera Kalu, jornalista e mãe de Miguel (1 ano)

 

 

 

 

Pesou demais…

outubro 10, 2008 by

 …Cansei dessa rotina dividida e corrida! Quantas vezes vocês já não se pegou neste desabafo? E quantas outras considerou largar a vida de equilibrista, ou seja o lado do trabalho (sim, porque os filhos são permanentes, não é mesmo?)?

Se você não ficou só na divagação e teve coragem de deixar a empresa ou abandonar a carreira, conte esta experiência para as equilibristas de plantão.

Por vezes, algum motivo de força maior a empurrou de volta para casa, um problema de saúde, uma dificuldade do filho. Conte como foi a recompensa de ter se dedicado mais à família.

Você pode ter abandonado o trabalho e se arrependido depois… Essa história a gente também quer saber!!

Participe, deixe um comentário curto, faça contato (sei que o tempo é escasso). Esse espaço é para a gente bater papo e dividir as nossas experiências!

Conto com você! Um forte abraço,

Maggi

BABY BOOM nos Estados Unidos faz surgir novos profissionais especializados

setembro 20, 2008 by

Americanas ocupadas que moram em Nova York ou em São Francisco já têm um novo tipo de profissional à disposição – o baby planner, ou planejador pessoal de gravidez.

Depois de se acostumarem com os personal trainers, personal stylists e wedding planners (para exercícios personalizados, consultoria de moda e planejar o casamento), elas agora já podem entregar boa parte das tarefas que surgem com a gravidez a empresas como The Baby Planner, em São Francisco. “Diante do volume de informações existentes e do pouco tempo desses pais trabalhadores, a chegada de um bebê pode ser estressante”, conta a fundadora, Mary Oscategui, que percebeu o tempo e o dinheiro gastos para a chegada do bebê depois de ter seu primeiro filho. “Nossa missão é entregar aos clientes a informação mais relevante e atualizada.” Adepta de um estilo de vida holístico, que apóia o verde e a sustentabilidade, Mary também é instrutora de ioga e pilates, personal trainer e consultora de nutrição. Por isso planeja desde a alimentação e os exercícios da mãe até o tipo de produto que deve ser usado na roupa de cama do bebê.

O mesmo tipo de consultoria as sócias da InBloom Baby Planners, a relações públicas Yael Denbo e a ex-executiva de moda Alden Rosen, oferecem em Nova York, principalmente para executivas e mulheres muito ocupadas. Elas cobram a partir de US$ 100 a hora para orientar as gestantes em tarefas como: escolher o nome do bebê, indicar manicure que só use produtos orgânicos, planejar o chá de bebê, contratar uma babá (elas fazem uma pré-seleção entre 20 candidatas!). Acompanhar em consultas médicas, organizar o enxoval e escolher os livros mais relevantes na livraria Barnes & Noble, contratar um fotógrafo para clicar um ensaio da gravidez ou agendar uma aula de estilo e maquiagem para gestantes são outras atribuições da dupla. Receber a assessoria completa já está virando tendência entre as americanas endinheiradas… Será que a “baby planner” é mais uma profissão que veio para ficar?